segunda-feira, 2 de junho de 2014

O Flautista de Hamelin, dos Irmãos Grimm

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Há muito, muitíssimo tempo, na próspera cidade de Hamelin, aconteceu algo muito estranho: uma manhã, quando seus gordos e satisfeitos habitantes saíram de suas casas, encontraram as ruas invadidas por milhares de ratos que iam devorando, insaciáveis, os grãos dos celeiros e a comida de suas bem providas despensas.
Ninguém conseguia imaginar a causa de tal invasão e, o que era pior, ninguém sabia o que fazer para acabar com tão inquietante praga.
Por mais que tentassem exterminá-los, ou ao menos afugentá-los, parecia ao contrário que mais e mais ratos apareciam na cidade. Tal era a quantidade de ratos que, dia após dia, começaram a esvaziar as ruas e as casas, e até mesmo os gatos fugiram assustados.
Ante a gravidade da situação, os homens importantes da cidade, vendo perigar suas riquezas pela voracidade dos ratos, convocaram o conselho e disseram: "Daremos cem moedas de ouro a quem nos livrar dos ratos."
Pouco depois se apresentou a eles um flautista taciturno, alto e desengonçado, a quem ninguém havia visto antes, e lhes disse: "A recompensa será minha. Esta noite não haverá um só rato em Hamelin".
Dito isso, começou a andar pelas ruas e, enquanto passeava, tocava com sua flauta uma melodia maravilhosa, que encantava aos ratos, que iam saindo de seus esconderijos e seguiam hipnotizados os passos do flautista que tocava incessantemente.
E assim ia caminhando e tocando, levou-os a um lugar muito distante, tanto que nem sequer se poderia ver as muralhas da cidade.
Por aquele lugar passava um caudaloso rio onde, ao tentar cruzar para seguir o flautista, todos os ratos morreram afogados.
Os hamelineses, ao se verem livres das vorazes tropas de ratos, respiraram aliviados. E, tranqüilos e satisfeitos, voltaram aos seus prósperos negócios e tão contente estavam que organizaram uma grande festa para celebrar o final feliz, comendo excelentes manjares e dançando até altas horas da noite.
Na manhã seguinte, o flautista se apresentou ante o Conselho e reclamou aos importantes da cidade as cem moedas de ouro prometidas como recompensa. Porém esses, liberados de seu problema e cegos por sua avareza, reclamaram: “Saia de nossa cidade! Ou acaso acreditas que te pagaremos tanto ouro por tão pouca coisa como tocar a flauta?".
E, dito isso, os honrados homens do Conselho de Hamelin deram-lhe as costas dando grandes gargalhadas.
Furioso pela avareza e ingratidão dos hamelineses, o flautista, da mesma forma que fizera no dia anterior, tocou uma doce melodia uma e outra vez, insistentemente.
Porem esta vez não eram os ratos que o seguiam, e sim as crianças da cidade que, arrebatadas por aquele som maravilhoso, iam atrás dos passos do estranho músico. De mãos dadas e sorridentes, formavam uma grande fileira, surda aos pedidos e gritos de seus pais que, em vão, entre soluços de desespero, tentavam impedir que seguissem o flautista.
Nada conseguiram e o flautista os levou longe, muito longe, tão longe que ninguém poderia supor onde, e as crianças, como os ratos, nunca mais voltaram.
E na cidade só ficaram a seus opulentos habitantes e seus bem repletos celeiros e bem cheias despensas, protegidas por suas sólidas muralhas e um imenso manto de silêncio e tristeza.
E foi isso que se sucedeu há muitos, muitos anos, na deserta e vazia cidade de Hamelin, onde, por mais que se procure, nunca se encontra nem um rato, nem uma criança

Pré-Rafaelitas

[caption id="attachment_55" align="aligncenter" width="640"]39667_149026061779953_8146391_n Psyche Opening the Golden Box (1903) por John William Waterhouse[/caption]

Um dos álbuns da nossa página no facebook é dedicado aos Pré-Rafaelitas. Mas, será que todo mundo conhece ou sabe quem eles foram? O álbum possuí uma descrição curtinha, pro pessoal não ficar muito away, mas nada como falar sobre eles aqui também, né?

Existem muitos Pré-Rafaelitas. Para quem ainda não sabe, eles são uma irmandade fundada na Inglaterra (1848) por Dante Gabriel RossettiWilliam Holman Hunt e John Everett Millais. O foco do grupo era a pintura e surgiram como uma reação contrária a arte acadêmica inglesa que seguia o molde dos artistas clássicos do Renascimento.
O nome Pré-Rafaelitas (Pre-Raphaelite em inglês) indica que a irmandade se inspirava de fato na arte anterior a Rafael - o qual era também, muito criticado pelos pré-rafaelitas.

Os Pré-Rafaelitas possuem duas vertentes: por um lado alguns destes artistas (Millais, Holman Hunt) vão dedicar-se aos temas e problemas da sociedade atual cada vez mais materialista, utilizando para isso uma representação realista; por outro lado outros artistas (Rossetti, Edward Burne-Jones) vão ligar-se mais a temas medievais inspirados em Dante, na sua obra 'Divina Comédia', em lendas como a do 'Rei Artur', cenas religiosas, carregando as suas composições de misticismo numa versão mais visionária. Esta segunda variante dominou o movimento.

Os Pré-Rafaelitas pintam cenas além da realidade visível. Trabalham com a alma e a espiritualidade. Há uma representação do 'sonho' em suas pinturas. Do mágico e irreal, algumas vezes. (que eu, claro, adoro! E acho que tem super a ver com contos de fadas)

Quer conhecer mais pintores Pré-Rafaelitas e suas obras? Então Clica Aqui!

 

domingo, 1 de junho de 2014

A Dama na Água (2006)

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Cleveland Heep (Paul Giamatti) é um homem triste, que vive solitário. Até que, numa noite qualquer, acontece algo que muda drasticamente sua vida. Ele encontra em seu prédio uma outra pessoa que tenta se esconder dos demais, uma jovem misteriosa chamada Story (Bryce Dallas Howard), que mora entre as passagens sob a piscina. Surpreso, Cleveland descobre que Story é uma "narf", uma espécie de ninfa das histórias infantis, e que ela é perseguida por criaturas malignas, que desejam impedir que ela retorne ao seu mundo de origem. Além disto Story possui poderes de percepção, que a permite ver qual será o destino dos moradores do prédio de Cleveland. Juntos, Cleveland e os moradores de seu prédio, se unem para encontrar um meio que permita Story a retornar ao seu mundo."

O filme não é repleto de efeitos especiais muito menos composto por cenários deslumbrantes. O toque de magia do filme está, realmente, no enredo.
Um prédio comum, com moradores mais comuns ainda, convivendo harmoniosamente, na medida do possível, de repente se une em prol de uma Narf - um ser mágico.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o fato de como os moradores acreditavam com facilidade no fato de aquela garota ser, realmente, uma criatura fantástica. É como se eles tivessem necessidade de um pouco de magia e encantamento em suas vidas. E a forma como eles se unem para que aquela menina, que eles acabaram de conhecer sobreviva é, de fato, algo bonito!

O filme é doce e apesar de ser um drama, possuí cenas divertidas. Além, é claro, de todo o lado mágico que compõem a história.
Rasgação de seda à parte, o filme é meio paradinho e o roteiro não é super, hiper, mega fantástico, mas acho que vale a pena assistir para descobrir o que é uma Narf e também pelo lado 'Não desista nunca da sua vida' que ele apresenta!

VEM VER AQUI: A DAMA NA ÁGUA 

Gênero: Drama
Título Original: Lady in the Watter
Ano de lançamento: 2006
País de Origem: EUA
Diretor: M. Night Shyamalan

Labirinto - A Magia do Tempo (1986)

labirinto
Totalmente frustrada por ter que cuidar do irmão mais novo em mais um final de semana, a adolescente Sarah (Jennifer Connelly), que possui muita imaginação, acaba dando vida aos duendes personagens do seu livro favorito, Labirinto, para que eles sumam com o bebê. Mas, quando o pequeno Toby realmente desaparece, Sarah precisa ir atrás dele neste mundo de conto de fadas e tentar resgatá-lo das mãos do maldoso Rei dos Duendes (David Bowie). Protegendo o castelo, encontra-se o labirinto – um emaranhado de armadilhas repleto de estranhos personagens e perigos desconhecidos. Com o intuito de salvar Toby a tempo, Sarah terá que enganar o rei, ficando amiga dos duendes que o protegem, na esperança de que a fidelidade deles não passe apenas de uma ilusão, num lugar em que nada parece ser o que é.”

Me lembro de quando assisti a esse filme pela primeira vez. Devia ter uns 11, 12 anos. Encontrei ele por acaso enquanto zapeava com o controle remoto. Foi amor a prmeira vista.
O filme já havia começado, tinha uma garota nova, bonita, recitando trechos de um livro em um lugar cheio de natureza, tinha um cachorro, um bebê, uma casa legal... "ok. Não é terror, dá pra assistir" pensei.

Não sabia ainda o nome do filme - o que, se soubesse, daria uma pista enorme do que estaria por vir - mas assim que a história foi acontecendo tudo foi ficando mais claro, encantador e curioso.
Além de ter como um dos astros o cantor David Bowie, boa parte da trilha sonora do filme também pertencia a ele! (Eu era apaixonada por ele nesse filme.. tipo, amor platônico mesmo haha).

A ideia do filme me lembra muito a mesma ideia de  'Alice no País das Maravilhas' (apenas a IDEIA, não o filme, ok?). Assim como em Alice, a personagem Sarah também vai parar em um mundo paralelo cheio de criaturas e seres fantásticos. Apesar de Alice não se passar em um labirinto, a ideia é quase a mesma, afinal as duas - Alice e Sarah - estão em um lugar desconhecido, buscando meios para se chegar em algum lugar - também desconhecido - e contando com a ajuda - ou não - de seres mágicos.
Tendo em vista de que Alice no País das Maravilhas é uma das obras mais lidas até os dias de hoje, sinal de que a fórmula funciona, vale muito a pena assistir ao filme Labirinto!

Percepções dessa espectadora à parte.. Labirinto é um filme muito conquistador. Te segura na cadeira, deixando-o cada vez mais curioso para saber o que vai aparecer atrás daquela curva, porta ou buraco escondido.
Os personagens são carismáticos e a atuação de Bowie está de primeira qualidade, dando vida e uma personalidade de matar ao Rei dos Duendes.

Minha mãe assistiu, a sua também deve ter assistido, agora a vez é sua:

ASSISTA ONLINE AQUI: LABIRINTO, A MAGIA DO TEMPO (1986)

Gênero: Fantasia
Diretor: Jim Henson
Ano de Lançamento: 1986
País de Origem: Reino Unido/Estados Unidos