sábado, 21 de março de 2015

De onde os Gregos tiraram seus mitos? - Parte I

afroDuas das deusas mais famosas da Grécia estrearam nos palcos míticos como adultas feitas e perfeitas - uma aparece, em geral, nua, e a outra em armadura. Afrodite - aquela da meia concha, sabe? - é a deusa do amor que, em uma das pinturas mais famosas sobre seu nascimento, emerge do mar como uma adulta completa, ao natural, mas com longos cachos em lugares estratégicos. Atena, a deusa da guerra e da sabedoria, nasce em traje de batalha completo, e emerge da cabeça de seu pai, Zeus, quando ele é atingido na cabeça por outro deus, com um machado.

As pessoas parecem pensar o mesmo sobre os mitos Gregos - que, de alguma forma, eles já nasceram prontos, na forma que os conhecemos hoje, elaborados pelo gênio de algum poeta ou filósofo anônimo. Mas os mitos da antiguidade, como provam as histórias do Egito e da Mesopotâmia, não são tão simples. Com o passar dos séculos, os mitos são criados, recitados, e depois começam a viajar. Enquanto rodam o mundo, são emprestados, remodelados e recontados - em muitos casos para se adequarem às necessidades locais. Como um vinho antigo em uma garrafa nova ou um reality show que se origina na Inglaterra e é reproduzido pelas redes de televisão norte americanas, os mitos da antiguidade as vezes ressurgiam com novos nomes e contornos. Não foi diferente na Grécia, onde as origens dos mitos - e das religiões que eles geraram - ajudam a compreender, de maneira fascinante, a história desse povo.

Descobertas recentes dos mundos da arqueologia e da literatura comprovaram que a mitologia Grega nasceu de uma mistura de histórias locais com todo tipo de fragmentos de histórias de civilizações do Oriente Próximo, como a egípcia, a mesopotâmica e a fenícia - de quem os Gregos também adotaram o sistema de escrita, que tempos depois se transformaria no alfabeto Grego. Tendo sido forçados pela geografia a se voltarem para o mar, os gregos, desde sempre, dominaram o comércio e as viagens. Conforme se aventuravam pelos portos da escala do mediterrâneo, entravam em contato com as civilizações vizinhas. No fim das contas, levaram para casa não apenas suvenires, mas também um pouco dessas culturas e religiões estrangeiras. As áreas que compreendiam Grécia, então, eram ao norte, a região montanhosa e rochosa que se projetavam nos mares mediterrâneo, Egeu e Jônico; uma península ao sul chamada de Peloponeso; as muitas ilhas salpicadas pelos mares ao redor; e a coisa oeste da Ásia Menor (atual Turquia).

Essas "influências estrangeiras" chegaram em uma Grécia que já era um caldeirão de fontes mitológicas. A partir de 2.000 a.C, ondas de invasores varreram a Grécia e trouxeram consigo as histórias de seus próprios deuses , que foram misturadas com as histórias locais. Essas invasões sangrentas começaram muito antes da breve Era de Ouro da Grécia, que muitos estudantes equiparam falsamente a toda história do país. A história grega, na verdade, se estende por um período de tempo muito maior, e sua civilização e mitologia podem ser divididos em cinco períodos diferentes.

wrAo que tudo indica, a primeira civilização a prosperar na região que passaria a ser tida como a Grécia não era formada por gregos, mas sim por minoicos, povo com cultura sofisticada e extraordinária. Fixada na ilha de Creta, no Mediterrâneo, a civilização minoica deve ter surgido em torno de 3.000 a.C. - Período próximo ao surgimento das civilizações da Mesopotâmia e do Egito - e, de forma repentina e misteriosa, desapareceu por volta de 1.400 a.C. No início do século XX, a abandonada capital da primeira civilização de Creta foi descoberta pelo arqueólogo inglês Sir Arthur Evans, em um dos achados mais surpreendentes da história. Em Cnossos (ou Cnossus), Evans encontrou vestígios de um palácio enorme, luxuoso e elegante, cujas passagens eram pavimentadas com ladrilhos. O palácio continha banheiras de cerâmica e serviço  de canalização de esgoto. Suas paredes eram decoradas com afrescos coloridíssimos, que retratavam homens e mulheres jovens, belos e nus, fazendo acrobacias com touros, em uma espécie de "rodeio" da antiguidade, numa clara referência a um culto de touros elaborado, um vestígio de suas origens na Ásia Menor. O palácio talvez tenha sido, ainda, a fonte de um dos mitos gregos mais importantes, a história do Minotauro, uma criatura metade homem, metade touro, que exigia que lhe fossem feitos sacrifícios humanos.

Apesar de a escrita Linear A, dos minoicos, ainda não ter sido decifrada, sabemos que devia ser mais usada para fazer a contabilidade e os registros comerciais - como foi, no princípio, a escrita cuneiforme da Mesopotâmia. Os minoicos foram um dos primeiros povos a realizar o comércio marítimo e suas embarcações iam até o Egito, para negociarem na terra dos faraós. É muito provável que os minoicos adorassem um deus do mar, que foi, mais tarde, chamado de Poseidon pelos gregos, e uma deusa da terra, que foi transformada pelos gregos na deusa Rea. [...]

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quinta-feira, 19 de março de 2015

Sereias

vvA Sereia é um ser mitológico, metade mulher e a outra peixe, ou pássaro de acordo com vários poetas e escritores antigos. Famosas por sua beleza, personalidade e, claro, seu canto doce e encantador utilizado para atrair marinheiros solitários em alto mar e leva-los a morte.

O pouco que se procura sobre sereias na história antiga já é conclusivo que, realmente, povos de outras culturas relatavam seres humano-peixes que viviam em diversas áreas diferentes do mar.

As excursões de Pedro Alvares Cabral são um exemplo mais válido, por ser de uma época mais recente, porém sem tecnologia o suficiente para falsificar dados, onde foram feitos alguns desenhos e relatos sobre o assunto.

Além de tudo isso o oceano é o lugar mais misterioso da terra. Há lugares completamente inexplorados, seja por falta de equipamentos para se chegar lá ou por falta de mapeamento.

Pessoas, ainda nos dias de hoje, juram ter visto ou ouvido sereias. Algumas ainda possuem gravações de áudio e vídeo - sendo muitas delas falsas, é claro  - para comprovar o encontro. Se sereias existem? Não sabemos... Mas vamos voltar ao que interessa...

O mito das Sereias surgiu na idade média - sim, as sereias já existiam na Grécia mas, como dito anteriormente, os Gregos as descreviam como metade pássaro e aqui estamos falando da metade peixe - a transformação pode estar relacionada ao desenvolvimento da navegação (devido, entre outras coisas, à invenção do leme) que permitiu aos navios viajar pelo alto mar, onde se supõe que as novas sereias vivam, fora da vista das rochas costeiras onde as antigas sirenas supostamente ficavam.

sirenAlém do canto as sereias também se "divertiam" com os marinheiros criando armadilhas com questões e enigmas. Engana-se quem acredita que as sereias não possuíam poderes. Um de seus dons era o de controlar o tempo, provocando fortes tempestades em alto mar para fazer com que os navios se chocassem contra as rochas.

Na idade média e Moderna, as sereias foram vistas como criaturas naturais, como uma espécie de animal, não como seres sobrenaturais. Suas pinturas e ilustrações eram, frequentemente, utilizadas em decorações sacras, devido a relação que faziam das sereias com o pecado, provocado pelo encanto e pela sedução.

Supunha-se que as sereias, embora tivessem inteligência humana, não tinham alma. Podiam, entretanto, conseguir uma alma se aceitassem ser batizadas ou, segundo algumas versões, se elas se casassem com um humano.

"As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio."
- Franz Kafka

Princesas & Alta Costura

[caption id="attachment_1033" align="aligncenter" width="450"]prin2 Aurora - A Bela Adormecida por Elie Saab[/caption]

Sem querer descobri essa seção de fotos - linda demais, por falar nisso - onde as princesas vestem roupas feitas especialmente para elas por grandes nomes do mundo da moda, tais como: Versace, Valentino, Roberto Cavali, entre outros.
Achei a ideia diferente e saber que os estilistas usaram seu precioso tempo e criatividade para criar essas peças, prova o quanto os Contos de Fadas ainda são muito importantes na concepção artística de qualquer área, nos dias de hoje.

As roupas - em sua maioria, vestidos - claro, são todos de alta costura, criados por estilistas renomados, dos quais só vemos no tapete vermelho. O mais legal foi que eles não economizaram nas princesas, até a Pocahontas ganhou um modelito! Outro fato marcante é que cada estilista criou para uma determinada princesa então se torna algo divertido entender como seria o vestido da Cinderella, por exemplo, se tivesse sido feito por Versace.

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Confira todos na galeria abaixo:

quarta-feira, 18 de março de 2015

The Little Mermaid, por Kata Kiss

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Pouco se encontra sobre Kata Kiss na internet, o que consegui descobrir é que ela é ilustradora, artesã e apaixonada pelo Japão, amor que se refletem em seus trabalho. Um dos mais belos e mais espalhados pelo mundo foi esta série criada para o conto 'A Pequena Sereia'.
O que mais me chamou a atenção na obra foi o tom sombrio e ao mesmo tempo doce das imagens. O que traduz, para mim, com perfeição o mistérios das Sereias.

Para conhecer mais sobre o trabalho dela: Behance | DeviantArt | Tumblr

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terça-feira, 17 de março de 2015

Contos Clássicos: Rapunzel

contos-fadas-abertura1-315x175-e1413506499962O conto que trago hoje é um dos meus preferidos, não apenas por se tratar de uma princesa indefesa, presa em uma torre que acaba sendo salva pelo príncipe, mas por ser o conto mais inusitado de todos os outros, ou não? Além de tudo ela tem com cabelo enoooorme e eu sempre quis um cabelo gigante quando criança rs Minha primeira Barbie princesa foi a Rapunzel, um dos meus filmes favoritos da Disney é Enrolados... Resumindo? Tirando Alice no País das Maravilhas, Rapunzel mora no meu coração :D

Acreditam que todos conheçam o clássico dos irmãos Grimm mas, caso queira ler o conto antes de assistir ao vídeo, contamos a história aqui!

Aproveitem! :)

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segunda-feira, 16 de março de 2015

Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho, editora Zahar

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Obras-primas de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho há mais de um século encantam crianças e adultos. Instigante, divertida, inusitada, profunda, a saga de Alice é inesgotavelmente interpretada, parodiada, filmada, citada... e, claro, lida.

Esta charmosa edição de bolso contendo os dois clássicos, inédita no mercado brasileiro, traz os textos na íntegra e mais de 40 ilustrações originais de John Tenniel, Imperdível!

Seguindo o padrão do post anterior, o livro de hoje é a edição bolso de luxo, da editora Zahar, 'Aventuras de Alice no País das Maravilhas' e 'Através do Espelho e o que Alice encontrou por lá', de Lewis Carroll. A edição é muito charmosa. Traduzida por Maria Luiza X. de A. Borges, ganhou o prêmio jabuti nesta categoria.

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A publicação vem recheada de ilustrações feitas por John Tenniel (1820) que ganhou sua fama, justamente, graças à Alice no País das Maravilhas. A edição honra sua posição bolso de luxo, como dá pra ver na foto a cima ela é toda detalhada e bem trabalhada. As cores também são um charme a parte, o amarelo contrasta lindamente com o azul do vestido de Alice na capa dura do livro.

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'Alice no País das maravilhas' foi escrito por Lewis Carroll em 1865 e devido à seu grande sucesso Carroll criou a sequencia 'Alice Através do Espelho' em 1872. Nem todo mundo sabe mas, nos clássicos filmes de Alice, geralmente, há uma mistura das duas história, mas a forma como fora gravado deixa isso implícito, dessa forma, só se é possível conhecer as duas narrativas, com perfeição, através da leitura.

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A edição bolso de luxo da editora Zahar é uma ótima pedida, além de linda e muito bem feita, tem um preço bem acessível e já vem com as duas histórias em uma publicação só! :) O que acharam?

sexta-feira, 13 de março de 2015

Bem Vindos ao Palácio de Versailles, na França

Versailles_Palace

O Palácio de Versailles foi o berço de muitos Reis, Rainhas, príncipes e princesas da França. Cada monarca deixou um pouquinho de si por lá, seja em sua decoração ou arquitetura. Uma das minhas maiores vontades é conhecê-lo. Adoro seus ornamentos, papéis de parede, passagens secretas e o ar Rococó que exala, cheio de exuberância e extravagância mas sem perder a elegância.

Considerado um dos maiores do mundo, o Palácio de Versailles possui 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque. É um dos pontos turísticos mais visitados de França, recebe em média oito milhões de turistas por ano e fica a três quarteirões da estação ferroviária.
Construído pelo rei Luís XIV, o "Rei Sol", a partir de 1664, foi por mais de um século modelo de residência real na Europa, e por muitas vezes foi copiado.

Abaixo separei algumas fotos inspiradoras do lugar para que nós, meros mortais, possamos ao menos imaginar como teria sido viver ali (claro que deixando de fora todas as conspirações políticas que deviam rolar, também). Mas para conhecê-lo na íntegra, assista ao vídeo um pouco mais abaixo e deslumbre-se não só com sua beleza e arquitetura mas também com sua história!

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